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Vacina da Universidade de Oxford contra o Covid-19 vai ser testada no Brasil

07/06/2020

vacina-da-universidade-de-oxford-contra-o-covid-19-vai-ser-testada-no-brasilAcordos feitos pela empresa levarão a vacina para países de baixa e média renda. Suprimento global será maior do que dois bilhões de doses.A AstraZeneca, biofarmacêutica global, dá próximos passos em seu compromisso com o acesso mundial amplo e igualitário à vacina contra COVID-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, após decisões marcantes com a Coalizão de Inovações em Preparação para Epidemias (CEPI), Gavi, a Vaccine Alliance e o Serum Institute of India (SII).Nesta quinta, 04 de junho, a empresa chegou a um acordo de US$ 750 milhões com o CEPI e Gavi para apoiar a fabricação, aquisição e distribuição de 300 milhões de doses da vacina, com entrega prevista para o final deste ano. Além disso, o licenciamento será feito com a SII para fornecer um bilhão de doses para países de baixa e média renda, com o compromisso de fornecer 400 milhões antes do final de 2020.
Os acordos confirmam o compromisso da AstraZeneca em permitir o acesso à vacina de forma igualitária em todo o mundo, além das recentes parcerias feitas no Reino Unido e EUA. Em paralelo, a companhia está construindo várias cadeias de suprimentos para apoiar o acesso global sem fins lucrativos durante a pandemia, o que garantiu capacidade de fabricação para dois bilhões de doses da vacina.
Vacina contra a Covid-19
Os acordos com o CEPI e a Gavi também representam o primeiro tratado realizado por meio do Acelerador de Acesso às Ferramentas COVID-19 (ACT), uma inciativa global da Fundação Bill & Melinda Gates e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e que trabalha para garantir a alocação e distribuição justas da vacina em todo o mundo, inclusive em países de baixa e média renda. O CEPI liderará o desenvolvimento e a fabricação e a Gavi liderará as compras dentro do mecanismo global.

De acordo com Pascal Soriot, CEO da AstraZeneca, a empresa está “trabalhando incansavelmente para honrar nosso compromisso de garantir acesso amplo e equitativo à vacina de Oxford em todo o mundo, sem fins lucrativos. Demos um passo importante para nos ajudar a atender centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, incluindo aquelas em países com menos recursos. Sou profundamente grato pelo comprometimento de todos com essa causa e por seu trabalho em conquistar isso em tão pouco tempo. â€
“A AstraZeneca e nossos outros parceiros da indústria têm um papel crítico a desempenhar no desenvolvimento rápido de vacinas seguras e eficazes e na fabricação de bilhões de doses necessárias para pôr um fim permanente à pandemia da COVID-19. A AstraZeneca está comprometida com o acesso global igualitário a esta vacina e esta parceria demonstra como o Centro de Acesso Global à Vacina COVID-19 reunirá empresas privadas, públicas e do terceiro setor para disponibilizar as vacinas para aqueles que mais precisam, para benefício de todosâ€, explica o Dr. Richard Hatchett, CEO da CEPI.
Apoio ao acesso igualitário
O Dr. Seth Berkley, CEO da Gavi, disse: “Temos visto uma enorme disposição dos governos doadores em apoiar o acesso igualitário, particularmente aos países em desenvolvimento, e é incrivelmente encorajador ver o setor privado se juntar a esse esforço. Incentivamos que outros fabricantes de vacinas também trabalhem conosco em direção a atender esse objetivo global em comum: encontrar soluções para essa pandemia sem precedentesâ€.
“O Serum Institute of India tem o prazer de fazer parceria com a AstraZeneca em levar esta vacina para a Ãndia e para países de baixa e média renda. Nos últimos 50 anos, a SII construiu uma capacidade significativa na fabricação e fornecimento de vacinas globalmente. Trabalharemos em estreita colaboração com a AstraZeneca para garantir uma distribuição justa e equitativa da vacina nesses paísesâ€, conta Adar Poonawalla, CEO da SII.
Parceria com a AstraZeneca
Recentemente, a AstraZeneca concordou em fornecer 400 milhões de doses para os EUA e o Reino Unido depois de chegar a um contrato de licença com a Universidade de Oxford para sua vacina recombinante contra adenovírus, anteriormente chamada de ChAdOx1 nCoV-19 e agora conhecida como AZD1222.
A Universidade de Oxford anunciou recentemente o início de um estudo de Fase II / III do AZD1222 em cerca de 10.000 voluntários adultos. Outros ensaios em estágio avançado devem também começar em vários países, como é o caso do Brasil, que recebeu a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária em 2 de junho. A AstraZeneca está comprometida em progredir no programa clínico com rapidez e aumentar sua produção, assumindo o risco de possível resultado negativo no estudo em prol do benefício mundial.
Por conta da pandemia, a empresa também realizou uma rápida mobilização dos recursos de pesquisas globais para descobrir novos anticorpos neutralizantes do novo coronavírus para prevenir e tratar a progressão da doença COVID-19, com o objetivo de alcançar ensaios clínicos nos próximos cinco meses. Além disso, a AstraZeneca passou rapidamente a testar medicamentos novos e existentes para tratar a infecção, incluindo os ensaios CALAVI e ACCORD em andamento para Calquence (acalabrutinibe) e o estudo DARE-19 para Farxiga (dapagliflozina) em pacientes com COVID-19.
Vacina da Universidade de Oxford contra o Covid-19 vai ser testada no Brasil

Fonte/Autor: Guia da Farmacia

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